Depois de anos de promessas e entraves burocráticos que pareciam intransponíveis, as máquinas finalmente começaram a mover a terra na Área Especial 05. O início da construção do Hospital Regional de São Sebastião, anunciado nesta manhã (30) pela governadora Celina Leão, representa o fim de uma longa espera para mais de 160 mil moradores da região leste do Distrito Federal.
O investimento de R$ 165,9 milhões gerido pela Novacap tenta resolver uma necessidade histórica na saúde local. Hoje, quem precisa de atendimento médico de alta complexidade em São Sebastião, no Jardim Botânico ou no Mangueiral costuma enfrentar viagens longas e salas de espera saturadas em outras regiões administrativas.
O projeto prevê uma estrutura de 100 leitos, mas o número que mais chama a atenção da comunidade é o de atendimento infantil. Serão 30 leitos dedicados exclusivamente à pediatria, transformando a unidade em uma referência. Para as mães da região, a novidade significa noites mais calmas. A falta de atendimento infantil especializado perto de casa sempre foi uma das maiores queixas de quem vive na cidade. Com 60 leitos de clínica médica adulta e 10 vagas de UTI, o hospital projeta uma autossuficiência que a região nunca teve.
O contrato prevê um prazo de execução de 36 meses. Significa que, pelos próximos três anos, os moradores do Alto Mangueiral vão conviver com o barulho das betoneiras e o vaivém de operários. Desta vez, no entanto, o transtorno da obra traz um alívio antecipado.
O anúncio de hoje encerra um ciclo de incertezas. Paralelamente ao canteiro de obras principal, a entrega de uma nova Unidade Básica de Saúde na zona rural da cidade, também nesta terça-feira, funciona como um paliativo necessário para conter a demanda enquanto o novo hospital regional é construído.