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Distrito Federal

Deputado Rogério Morro da Cruz assume papel controverso em discurso na CLDF

Amarildo Mota

Públicado

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Foto/Figueiredo/CLDF

 

Em sessão realizada nesta quarta-feira (25) na Câmara Legislativa do Distrito Federal, o deputado Rogério Morro da Cruz utilizou a tribuna para atacar o governador Ibaneis Rocha (MDB), alinhando-se publicamente aos interesses da presidente do PL-DF, Bia Kicis, que também disputa uma vaga no Senado. A movimentação inesperada  foi interpretada por analistas como uma tentativa de fragilizar a base de apoio ao Palácio do Buriti em ano eleitoral.

A atuação de Morro da Cruz chamou atenção pelo contraste com sua trajetória anterior. Considerado até então um aliado próximo do governador, o parlamentar havia foi beneficiado com indicações e obras em regiões como São Sebastião e Jardim Botânico. Agora, assume uma posição de traição que coloca em risco a aliança que sustentava sua atuação parlamentar.

Nos últimos oito anos, a região administrativa representada pelo deputado recebeu investimentos significativos do governo distrital, incluindo construção de escolas e hospitais, pavimentação, regularização fundiária e programas habitacionais. A mudança de posicionamento de Morro da Cruz, portanto, é vista com estranheza por parte da base aliada, que questiona os motivos da guinada.

Do lado de Bia Kicis, a estratégia parece clara: usar um parlamentar localmente influente para desgastar um concorrente direto na corrida ao Senado. No entanto, observadores apontam que a deputada federal nunca destinou emendas ou recursos específicos para São Sebastião, levantando dúvidas sobre o que fundamenta o apoio agora manifestado por Morro da Cruz.

No meio político, mudanças de lado não são incomuns, mas costumam gerar desconfiança duradoura. Ao romper com Ibaneis Rocha, Morro da Cruz pode estar abrindo mão de capital político construído ao longo de anos, sem garantias de ganhos futuros. O episódio também levanta questões sobre lealdade e coerência, valores que, uma vez comprometidos, dificilmente são restaurados na percepção pública.

Para o governador, a movimentação representa um alerta, mas não necessariamente uma ameaça à estabilidade de sua base. A reação dos demais aliados e a resposta eleitoral em outubro, diante dessa estratégia de Bia Kicis , fatalmente será o fracasso eleitoral de Rogério Morro da Cruz.

 

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