Os Estados Unidos, em coordenação com Israel, realizaram operações militares contra posições do Irã no Oriente Médio. O presidente Donald Trump descreveu a ação como uma “grande operação de combate”, afirmando que seu propósito é “proteger os cidadãos americanos” de ameaças à segurança nacional.
A decisão ocorre após um período de crescente tensão, marcado pelo aumento do contingente militar americano na região e pelo reforço das defesas em instalações nucleares iranianas. O estopim para a retaliação foram lançamentos de mísseis e drones pelo Irã contra território israelense e contra bases dos EUA localizadas em países como Catar, Kuwait e Emirados Árabes.
De acordo com fontes militares, as bases americanas no Golfo sofreram danos significativos, em um movimento descrito por Teerã como uma represália legítima. Este episódio representa o segundo confronto direto entre Washington e o governo iraniano em um intervalo inferior a doze meses, acentuando os receios de uma ampliação do conflito.
Analistas apontam que a situação reflete uma deterioração contínua do diálogo diplomático, com ambos os lados adotando posturas cada vez mais assertivas. A comunidade internacional observa com apreensão os desdobramentos, temendo uma instabilidade prolongada em uma área já marcada por rivalidades históricas e complexidades geopolíticas.
O conflito envolve uma rivalidade geopolítica e ideológica de longa data. Os principais pontos de tensão envolve o programa nuclear Iraniano onde EUA e Israel acusam o Irã de buscar armas nucleares, algo que Teerã nega. O acordo nuclear de 2015 (JCPOA) foi abandonado pelos EUA em 2018, reacendendo a crise. O apoio a grupos armados, onde o Irã é acusado de financiar e treinar milícias em vários países (como Hezbollah no Líbano e grupos no Iraque e Iêmen), consideradas ameaças diretas por Israel e forças dos EUA na região. Os confrontos diretos e por procuração, onde a tensão frequentemente se materializa em ataques com Israel atacando alvos iranianos na Síria e supostas instalações nucleares. As milícias aliadas ao Irã constantemente atacam tropas americanas e alvos israelenses. O Irã ataca diretamente, como com o recente lançamento de drones e mísseis.
É um conflito multifacetado que combina uma disputa por poder regional, desconfiança profunda e uma série de confrontos militares diretos e indiretos, com alto risco de escalada para um conflito aberto, mais amplo.