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Distrito Federal

Michelle Bolsonaro enfrenta desgaste após divergência familiar no cenário político

Amarildo Mota

Públicado

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Foto: Divulgação/PL Mulher

 

O Distrito Federal testemunha um movimento inesperado no campo bolsonarista com o enfraquecimento progressivo de Michelle Bolsonaro. Até recentemente vista como figura central entre evangélicos e defensora do projeto da família, a ex-primeira-dama agora lida com tensões crescentes dentro do próprio núcleo familiar, em meio a divergências públicas.

O ponto de inflexão ocorreu após declarações de Eduardo Bolsonaro em entrevista ao SBT News, nas quais ele criticou Michelle por não apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Flávio havia sido anunciado pelo pai, Jair Bolsonaro, atualmente detido, como nome “definitivo” na corrida eleitoral, posição com a qual Michelle não concordou.

Eduardo ainda sugeriu falta de comprometimento por parte do deputado Nikolas Ferreira, mencionando uma movimentação conjunta dele com Michelle nas redes sociais, em aparente desalinhamento com Flávio.

A omissão de Michelle em relação à candidatura de Flávio gerou reações intensas entre apoiadores nas plataformas digitais, onde circulam acusações de deslealdade e até traição.

No DF, onde Michelle projeta uma candidatura ao Senado, os reflexos têm sido especialmente desfavoráveis. Pesquisas internas de legendas que concorrem pela mesma vaga indicam perda consistente de apoio à ex-primeira-dama.

No campo opositor, avalia-se que Leila do Vôlei (PDT) tem ganhado espaço justamente com o declínio de Michelle, que estaria sendo prejudicada pelo distanciamento em relação a Flávio Bolsonaro.

Outro ponto que tensiona a atuação de Michelle no DF é a indefinição sobre alianças locais. Ainda não está confirmado se o PL manterá apoio ao governador Ibaneis Rocha (MDB), que deixará o governo em março para concorrer ao Senado.

A ambiguidade gera incerteza, especialmente porque o PL no DF é liderado por Bia Kicis, que também é pré-candidata ao Senado, ainda que mantenha vínculos com a estrutura governamental.

A ruptura aberta no grupo Bolsonaro, marcada por disputas internas, abala a imagem de unidade que por anos sustentou o movimento. Caso Michelle não defina publicamente seu posicionamento, seja em relação a Flávio, seja nas articulações políticas no DF, poderá assistir a uma erosão ainda maior de sua base eleitoral.

 

 

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