Foto/Renato Alves/Agência Brasília
O Governo do Distrito Federal adotou uma posição determinada para assegurar a solidez do Banco de Brasília (BRB), reafirmando o caráter estratégico da instituição para a economia e os serviços públicos locais. Em meio ao debate sobre o projeto de lei que autoriza mecanismos de reforço patrimonial de até R$ 6,6 bilhões, o Executivo manteve tom resoluto, destacando que a proposta visa garantir continuidade operacional sem interrupções nos serviços essenciais.
Com firmeza, o governador Ibaneis Rocha rejeitou leituras políticas da medida, enfatizando seu caráter técnico e necessário. “Não se trata de apoio ao governo, mas de uma ação concreta para preservar um banco público que sustenta programas sociais, folhas de pagamento e o transporte coletivo da capital”, afirmou, em mensagem clara de que a prioridade é a estabilidade institucional.
A postura firme também se refletiu na condução das negociações legislativas. Após questionamentos, o governo revisou o texto original, reduzindo o número de imóveis usados como garantia e excluindo áreas sensíveis , mas manteve intacto o núcleo da proposta que é a autorização para operações financeiras que assegurem o cumprimento das normas do Banco Central e a manutenção do BRB como instrumento de desenvolvimento.
O Executivo deixou claro que eventuais responsabilidades sobre situações passadas devem ser apuradas pela Justiça, mas que isso não pode paralisar ou fragilizar uma instituição de relevância pública. “Não vamos permitir que disputas políticas interfiram na proteção de um patrimônio do povo do Distrito Federal”, reforçou o governador.
A defesa intransigente da proposta pelo governo busca transmitir segurança ao mercado, aos servidores e à população que depende dos serviços do banco. A mensagem é clara: em um momento que exige decisões estruturais, a administração pública não hesitará em adotar as medidas necessárias para preservar ativos estratégicos e garantir o funcionamento de políticas essenciais.
A votação do projeto, prevista para a próxima semana, será um teste tanto da capacidade de articulação política do governo quanto da convergência em torno da tese de que a firmeza na gestão pública é condição para a estabilidade econômica e social.