A petição 6.755 (191), do STF, que trata do governador Marconi Perillo (PSDB) aponta que, nas eleições de 2014, o governador procurou a empresa e pediu nova contribuição para campanha diretamente a Marcelo Odebrecht, Fernando Cunha Reis e João Pacífico, executivos da empresa
Conforme se depreende da análise do termo de depoimento do delator Alexandre José Lopes Barradas, diretor-superintendente da Odebrecht Ambiental, há “fortes indícios” de crimes cometidos pelo governador goiano. Há pagamentos confirmados pelos delatores de R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) a título de contribuição para a campanha eleitoral de 2010. O propósito de tal “doação” seria viabilizar projetos de saneamento.
Mais do que isso, o envelope que saiu de Rodrigo Janot e Edson Fachin é bem explícito. Trata-se de “propina”. É a palavra que está escrita no envelope de Marconi Perillo, como consta deste documento público gerado por Rodrigo Janot e tornado não-sigiloso desde ontem (clique aqui).
Não acaba por aí. Com narrativa semelhante à de Alexandre José Lopes Barradas, tem-se novo depoimento do colaborador Fernando Cunha Reis (Termo de Depoimento número 4). Nessa mesma linha, o delator João Pacífico confirmou os repasses ilícitos à campanha eleitoral de Marconi Perillo nos anos de 2010 e 2014, conforme depoimento audiovisual (Termo de Depoimento nº 33). Por fim, o delator Ricardo Roth Ferraz esclareceu que operacionalizou os repasses financeiros a Marconi Perillo (Termo de Depoimento nº 6).
Veja, abaixo, a íntegra do depoimento do executivo da Odebrecht Alexandre Barradas contra Marconi, em que ele explica como Marconi pediu os R$ 50 milhões: