A governadora Celina Leão consolidada como o nome a ser batido nas próximas eleições, reflexo de uma gestão que destravou obras e manteve a estabilidade do DF, a nova estratégia dos adversários é tentar empurrar para o seu colo o desgaste do escândalo envolvendo o Banco Master e o BRB. Mas, ao analisar os fatos sem o filtro da paixão política, o que se vê é uma narrativa construída sobre bases frágeis, os famosos “factoides”. A tática da “culpa por associação”.
A tentativa de ligar Celina ao caso baseia-se quase exclusivamente em supostas promessas de delação de ex-gestores que estão acuados pela Justiça. É o clássico “atirar para todos os lados” para tentar ganhar fôlego jurídico.
Nesse contexto se enquadram o Srs. José Roberto Arruda e Gim Argello, que ao longo dos tempos têm tido comportamentos nada republicanos.
José Roberto Arruda protagonizou um dos momentos mais marcantes da política brasileira em 2009, durante a Operação Caixa de Pandora. Ele se tornou o primeiro governador do Brasil a ser preso no exercício do mandato após a divulgação de vídeos em que aparecia recebendo maços de dinheiro, esquema que ficou conhecido como o “Mensalão do DEM”. O escândalo revelou uma rede de propinas pagas por empresas com contratos públicos para garantir o apoio de deputados distritais.
Gim Argello, ex-senador e aliado político de Arruda, também enfrentou graves problemas com a justiça. No âmbito da Operação Lava Jato, ele foi preso na 28ª fase e condenado sob a acusação de cobrar propinas de empreiteiras para evitar que executivos fossem convocados a depor em CPIs que investigavam a Petrobras.
O problema dessa narrativa é que ela ignora o óbvio: foi sob o comando de Celina que o GDF deu total liberdade para as auditorias avançarem e que as substituições necessárias na cúpula do banco foram feitas.
Por que esse ataque agora? A resposta está nas pesquisas. Como absoluta favorita e com uma aprovação que atravessa diferentes frentes políticas, Celina tornou-se um alvo móvel. Como não há falhas graves na gestão ou escândalos de corrupção que a envolvam diretamente, a oposição tenta criar uma “nuvem de suspeição” através de associações indiretas. É a política do “se colar, colou”. A resposta técnica ao barulho político.
Enquanto o barulho dos factoides ecoa nas redes sociais de adversários, a governadora mantém a postura que a trouxe até aqui: foco na entrega. Ao afirmar que “cada um responde pelo seu CPF” e colaborar ativamente com a Polícia Federal, Celina retira o oxigênio da narrativa de blindagem. No fim das contas, a tentativa de minar a governadora com o caso Master parece ter o efeito contrário. Ao tentar transformá-la em alvo de um processo do qual ela mesma determinou transparência, a oposição apenas reforça que não tem propostas reais para enfrentar a força eleitoral de Celina nas urnas. O eleitor, cada vez mais vacinado contra factoides de véspera de eleição, parece saber distinguir o que é investigação séria do que é puro marketing de desespero.