Distrito Federal

Ex-governador José Roberto Arruda é vetado pela PGR em suas pretensões políticas

Amarildo Mota

Públicado

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Foto/Pedro França/Agência Senado.

 

José Roberto Arruda, condenado em pelo menos cinco ações de improbidade administrativa relacionadas à Operação Caixa de Pandora, enfrenta graves barreiras jurídicas para disputar as eleições de 2026. Essas condenações, que envolvem desvios de recursos públicos e fraudes durante sua gestão no Distrito Federal, tornaram-no inelegível, um cenário que o ex-governador busca modificar com base nas recentes tentativas de flexibilização da Lei da Ficha Limpa, atualmente em análise no Supremo Tribunal Federal (STF).

No entanto, o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, é claramente contrário a qualquer afrouxamento, o que beneficiaria Arruda. No contexto da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7881, proposta pelo partido Rede Sustentabilidade, Gonet ressalta que a flexibilização questionada pela ação anularia decisões judiciais já transitadas em julgado, comprometendo a eficácia das condenações que impedem a candidatura de políticos, no caso  como Arruda. Ele alerta que a mudança “equipararia agentes com múltiplas e graves sanções” como o ex-governador, àqueles com punições menos severas, enfraquecendo a moralidade administrativa e o combate à corrupção.

A análise no STF torna-se decisiva para definir se políticos com histórico consolidado de corrupção, comprovado por várias sentenças, continuarão barrados da vida pública ou se poderão aproveitar brechas legais para retornar ao poder. O parecer de Paulo Gonet reforça o entendimento de que manter as condenações e a inelegibilidade desses políticos é fundamental para preservar a integridade das instituições e evitar retrocessos graves na luta contra a impunidade política no Brasil, portanto, adeus Arruda!

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