Enquanto a eleição para o Governo do Distrito Federal ainda parece distante, articulações estratégicas nos bastidores já começam a moldar o futuro político da capital. Em movimento que sinaliza a reorganização das forças de direita no DF, a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) indicou publicamente que seu partido deve apoiar a candidatura da vice-governadora Celina Leão (PP) ao Palácio do Buriti.
A declaração, feita em entrevista recente, não é isolada. Revela um alinhamento político que vem sendo costurado há meses, com influência significativa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, uma das principais vozes do PL na capital federal. Segundo Kicis, há uma convergência clara de interesses e uma sinalização de apoio à vice-governadora, mesmo sem uma coligação formalizada entre os partidos.
A figura de Celina Leão ganha destaque nesse tabuleiro. Desde que assumiu a vice-governadoria ao lado de Ibaneis Rocha, ela tem ampliado sua presença e consolidado espaço político, posicionando-se como uma peça-chave nas articulações da base governista. Sua trajetória recente é vista por aliados como um trampolim natural para uma candidatura própria.
Paralelamente, o Partido Liberal também movimenta suas peças para a disputa ao Senado. A expectativa interna é formar uma chapa forte para as duas vagas em jogo.
Para analistas políticos, a antecipação dessas movimentações indica que a corrida eleitoral de 2026 tende a ser das mais competitivas na história do DF. O gesto público de apoio, ainda que preliminar, funciona como um primeiro desenho do mapa político que se formará nos próximos dois anos.
Os próximos meses serão decisivos. Espera-se uma sequência de negociações, definição de alianças e anúncios de candidaturas que poderão reconfigurar por completo o equilíbrio de forças no cenário político distrital. Enquanto isso, os olhos se voltam para os bastidores, onde o futuro do DF já está sendo escrito.