Quem pega BRT no Gama e em Santa Maria e tem direito ao embarque prioritário agora não entra mais no bolo geral. As filas foram separadas por linha.
A mudança foi feita pela Pioneira, que opera o BRT Sul. A ideia é simples: acabar com empurra-empurra na porta e garantir que idoso, gestante, pessoa com deficiência e quem está com criança de colo consiga embarcar primeiro, de fato.
Começou como teste no dia 4 de agosto, só na rodoviária de Santa Maria. Deu certo e virou definitivo. No Gama, o sistema novo entrou no dia 24 de agosto.
Na prática, funciona assim: em vez de uma fila única de prioritário, cada linha tem sua fila. O pessoal do “Posso Ajudar” fica ali organizando e, quando precisa, leva cadeirante até o ponto certo de embarque.
Pela lei, têm direito à preferência: PcD, quem tem mobilidade reduzida, idosos a partir de 65 anos, gestantes, lactantes e passageiros com criança no colo.
Segundo a empresa, a adaptação foi tranquila. Não houve reclamação formal nem nos canais de atendimento nem nas redes desde que começou.
Os números ajudam a entender o tamanho do impacto. Em Santa Maria, são em média 2,7 mil acessos por dia útil só no prioritário, com 1,6 mil concentrados no pico da manhã. São 461 partidas por dia. No Gama, são 1,1 mil acessos por dia útil, 600 só de manhã, com 288 partidas.
Medida pequena na organização, mas que muda a rotina de quem mais precisa do ônibus no horário de pico.