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Distrito Federal

GDF faz força-tarefa no Plano Piloto com abrigo para população de rua e desmonte de barracos

Amarildo Mota

Públicado

em

Foto Ilustrativa: Jose Cruz/Agência Brasil

 

O GDF montou uma operação para este sábado, 29, e domingo, 30, em 23 pontos mapeados no Plano Piloto. A ação é coordenada pela Casa Civil e junta duas frentes: abordagem social e retirada de barracos e tendas improvisadas de áreas públicas.

O foco está onde tem mais circulação. Entra o Setor Comercial Sul, o entorno do Centro Pop, na 903 Sul, trechos da W4 e W5 Sul e as quadras 116, 216 e 416 da Asa Norte.

Pelo cronograma, a Sedes fez o mapeamento nos dias anteriores e agora faz a triagem individual. Na abordagem, são oferecidos abrigo, auxílio-aluguel de R$ 600, encaminhamento para moradia pela Codhab, vaga em curso profissionalizante, passagem de ônibus para quem quer voltar para a cidade de origem, atendimento de saúde e ajuda para tirar documento.

A outra parte fica com a DF Legal, que desmonta as estruturas de madeira e lona. O acolhimento é voluntário, a pessoa pode recusar o abrigo. O que a lei não permite é a ocupação permanente de calçada, praça e canteiro com construção improvisada.

Quem aceita sair ou sai por conta própria tem o transporte dos pertences garantido até o endereço que indicar. Se não tiver para onde levar, o material é recolhido e vai para o depósito da DF Legal, no SIA Trecho 4. O dono tem até 60 dias para buscar, sem pagar taxa de armazenamento.

A operação acontece semanas depois da Lei nº 7.923/2026, que criou a Política Distrital de Acolhimento Humanizado. O texto tenta facilitar o acesso dessa população a saúde e educação, dispensando temporariamente comprovante de endereço e documento que muitos perderam, mas mantém regra rígida para desocupação de área pública.

Além da Sedes e da DF Legal, participam Saúde, Educação, Segurança Pública, SLU e Novacap.

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