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Conflito político e militar entre EUA e Venezuela escala com ataques e captura de Maduro
Foto/Luis Jaimes/AFP
Em uma reviravolta dramática na política internacional, os Estados Unidos anunciaram uma ação militar de grande escala contra o governo venezuelano, elevando ainda mais a tensão já latente entre os dois países. A operação teve como alvo o presidente Nicolás Maduro, que, segundo o anúncio oficial do presidente Donald Trump via Twitter, foi capturado junto com sua esposa, Cilia Flores. O paradeiro do casal ainda não foi divulgado, alimentando especulações globais.
Trump utilizou sua conta oficial para informar que mais dados seriam fornecidos em uma coletiva de imprensa marcada para seu local privado, Mar-a-Lago, na Flórida. Informações não oficiais, veiculadas pela CBS News, indicam que a captura teria sido realizada por forças especiais americanas, especificamente pela Delta Force, reconhecida por suas operações secretas e de alta complexidade.
A ofensiva teve início durante a madrugada, com múltiplas explosões que despertaram moradores da capital venezuelana, Caracas. Aviões militares sobrevoaram a cidade incessantemente, enquanto imagens e vídeos mostravam a destruição de pontos estratégicos, como a importante base militar Fuerte Tiuna – a principal base aérea da capital, que ficou sem energia logo após os ataques. Grandes incêndios e nuvens de fumaça tornaram-se visíveis, sinalizando a intensidade do confronto.

Além de Fuerte Tiuna, outras instalações militares em Caracas sofreram ataques, incluindo a base aérea de La Carlota, o Quartel da Montanha ,local onde estão os restos mortais do ex-presidente Hugo Chávez, e áreas em outras regiões como Maracay, La Guaira e o aeroporto de Higuerote. A circulação de vídeos de helicópteros militares confirmava a dimensão e o dinamismo da operação
Este novo episódio marca um ponto crítico em meses de tensão política entre Washington e Caracas. Após quase meio ano de escalada na crise, a ação militar dos EUA representa uma resposta direta às alegações de ameaças à estabilidade regional.
Poucas horas depois dos primeiros ataques, o governo venezuelano declarou estado de emergência através do canal estatal VTV, uma medida que estava sendo preparada desde outubro e reforça a gravidade da situação. O governo chavista chamou a população para resistir à intervenção estrangeira, convocando a “luta armada” para enfrentar o que classificaram como uma agressão imperialista. Segundo relatos oficiais, a ofensiva norte-americana não se restringiu à capital, atingindo também os estados vizinhos de Miranda, Aragua e La Guaira.
A ação desencadeou reações imediatas tanto em nível doméstico quanto internacional, aprofundando a polarização política e levantando questões sobre a soberania da Venezuela e a legitimidade da intervenção dos EUA. A situação continua fluida, com desdobramentos previstos para as próximas horas, inclusive durante a coletiva de imprensa do presidente Trump, que poderá fornecer mais informações sobre os objetivos e consequências dessa operação.
Há pouco a vice-presidente da Venezuela Delcy Rodríguez falou desconhecer o paradeiro de Maduro e pediu uma prova de vida , mas, as informações são de que ele se encontra sob a custódia do governo americano e deverá responder pelos crimes, que supostamente, ele cometeu. Até o fechamento dessa edição o governo brasileiro ainda não havia se manifestado.
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