São cerca de 150 pessoas vivendo com HIV que atendem aos critérios para começar a vacinação contra a mpox. Chegaram 100 doses.
O lote desembarcou no sábado, na Gerência de Rede de Frio da Secretaria de Saúde. Veio do Ministério da Saúde, após avaliação da demanda de todos os estados. E a conta já obriga a secretaria a escalonar quem vai receber primeiro.
Vão ser chamadas antes as pessoas vivendo com HIV/aids, com 18 anos ou mais, dos grupos de homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais, com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 100 células/mm³. A busca ativa vai ser feita pela Sala de Vacinação do Hospital Universitário de Brasília, a partir da lista que a pasta já tem.
Parte desse público, aliás, já tinha sido vacinada no início do ano. Foi o que a triagem encontrou.
Depois de 10 dias, a vacinação deve ampliar para pessoas vivendo com HIV/aids com CD4 inferior a 200, usuários de PrEP com 18 anos ou mais e técnicos de laboratório que manipulam amostras de mpox, com idade entre 18 e 49 anos.
Depois de 20 dias, a ampliação chega às pessoas vivendo com HIV/aids, com 18 anos ou mais, independentemente da contagem de CD4. Tudo isso vai depender da disponibilidade e do prazo de utilização das doses após o descongelamento, seguindo os demais públicos estabelecidos na Nota Informativa nº 55/2026.
O esquema é de duas doses, com intervalo de 28 dias.
Quem tomou só a primeira pode completar. Basta entrar em contato com a Sala de Vacinação do HUB e pedir o agendamento da segunda. Quem já completou as duas doses não tem indicação de revacinação neste momento.
A vacinação também tem a frente pós-exposição. Ela é para pessoas de 18 a 49 anos que tiveram contato direto com fluidos ou secreções corporais de pessoas com suspeita ou confirmação de mpox, quando a exposição for de médio ou alto risco.
Nesse caso, o ideal é vacinar nos primeiros quatro dias após a exposição. Pode ser feita em até 14 dias, desde que a pessoa não apresente sinais ou sintomas da doença e atenda aos critérios técnicos. A organização vai ser feita conforme a identificação dos contatos elegíveis, com articulação dos Núcleos de Vigilância Epidemiológica e Imunização das Regiões de Saúde com a Gerência de Rede de Frio.
Além da busca ativa, quem se encaixa nos critérios também pode procurar direto a Sala de Vacinação do HUB para informações e orientações sobre agendamento. A convocação será feita de forma organizada, respeitando a confidencialidade das informações pessoais e de saúde dos usuários.
O HUB atende das 8h às 12h e das 13h às 17h, de segunda a sexta-feira, em dias úteis. Fica na SGAN 605. Telefone: (61) 2028-5376.
Sobre pedir mais doses, a pasta vai acompanhar o uso das 100 iniciais e a demanda entre os grupos prioritários. A partir disso, vai avaliar se precisa solicitar novas remessas ao Ministério da Saúde, considerando o número de pessoas elegíveis, a evolução do cenário epidemiológico e a disponibilidade nacional do imunizante.
A mpox é causada pelo vírus monkeypox, o MPXV. Os principais sintomas são erupções ou lesões na pele, aumento dos linfonodos, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios e fraqueza. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com pessoas infectadas, por meio de lesões na pele ou nas mucosas, gotículas respiratórias, em situações de contato próximo e prolongado, beijo ou contato íntimo e sexual.
Na maioria dos casos, a evolução é leve ou moderada, com recuperação completa após algumas semanas. Quem tem suspeita ou confirmação deve evitar o contato próximo com outras pessoas e seguir as recomendações dos profissionais de saúde.
A Secretaria de Saúde reforça que a vacinação será realizada conforme os critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, priorizando a proteção das pessoas mais vulneráveis e a utilização responsável dos imunizantes disponíveis.