O novo secretário de Educação do Distrito Federal, Thiago Peixoto, deu contornos práticos aos planos da gestão para os 455 mil alunos da rede pública. O secretário foi o convidado do jornalista Toni Duarte no programa Vozes da Comunidade nessa sexta-feira (11/09). Peixoto rechaçou a tese de falta de verba na pasta pois, para ele, o nó da SEDF está na partilha de prioridades administrativas e na governança do orçamento atual.
O plano imediato foca na base e estipulou a meta de alfabetizar 100% das crianças na idade certa, baseando-se no modelo implementado em Goiás. A mudança prática começa na medição do aprendizado.
Em vez de monitorar os alunos de dois em dois anos ou esperar o Ideb, a secretaria vai aplicar três avaliações consecutivas por ano letivo para corrigir eventuais falhas pedagógicas no bimestre seguinte.
Questionado sobre o déficit de servidores, o secretário confirmou o que a categoria esperava: a equipe interna trabalha na engenharia financeira para a abertura de um novo concurso público para a SEDF, para tentar mitigar a carência crônica em disciplinas estratégicas e reduzir o desgaste das equipes nas regionais de ensino.
A expansão das escolas em tempo integral também entrou na pauta e o secretário admitiu que a cobertura atual no Distrito Federal é acanhada. O projeto de ampliação, contudo, ficou condicionado à reestruturação tecnológica das unidades e ao suporte direto aos professores. O tom da entrevista indica que a cobrança por eficiência de gestão será a tônica do início do mandato do secretário.