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Distrito Federal

Terracap projeta regularização de lotes em Vicente Pires e define meta para Ponte Alta

Amarildo Mota

Públicado

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Foto: Divulgação/Terracap

 

O processo de regularização fundiária no Distrito Federal ganhou novos prazos e condições financeiras nesta segunda-feira(24/08). Em entrevista, o presidente da Terracap, Júlio César de Azevedo Reis, detalhou as próximas etapas para áreas consolidadas como Vicente Pires e Arniqueira, além de antecipar o cronograma para o avanço das escrituras na Ponte Alta Norte, previsto para o próximo ano.

O principal foco da agência no momento é acelerar a entrega de escrituras em Vicente Pires, especialmente no Trecho 2. Para reduzir as barreiras financeiras que travam a adesão de parte dos moradores, a Terracap passou a aplicar um desconto de 25% nos contratos, além de adotar taxas de juros reduzidas para os parcelamentos de longo prazo.

A intenção é transformar a posse precária em propriedade definitiva ainda este ano. Em Arniqueira, onde centenas de famílias já obtiveram a segurança jurídica da terra, a estratégia agora é de expansão. Reis confirmou que a equipe técnica finaliza um cronograma inédito para englobar os setores que ficaram de fora das primeiras etapas de venda direta.

Para os moradores da Ponte Alta Norte, a garantia da escritura vai exigir um pouco mais de paciência. O presidente da Terracap estipulou o ano de 2027 como o marco para o início das vistorias e cadastramentos daquela região.

Esse avanço na Ponte Alta tornou-se juridicamente viável após as recentes atualizações do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), sancionado pela Lei Complementar nº 1.065/2026. O novo texto reclassificou o solo local, transformando áreas antes rurais em zonas urbanas passíveis de regularização, o que inclui localidades mapeadas como Arine Ponte Alta e Aris Dandara.

Além do ordenamento urbano, a entrevista abordou a pressão imobiliária no DF. O presidente colocou que a Terracap estuda a liberação de novos setores habitacionais planejados para combater o déficit de moradias, usando a abertura de frentes de obra como impulso para o emprego na construção civil.

O gestor também apontou uma mudança institucional de rota, pois a estatal começou a destinar áreas do seu patrimônio para usinas de energia limpa, tentando atrair investimentos privados focados na autossuficiência energética do Distrito Federal.

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