O Governo do Distrito Federal dará início, na próxima segunda-feira (11), ao calendário de pagamento do IPTU 2026. Aproximadamente 900 mil proprietários de imóveis urbanos e terrenos deverão quitar o imposto em cota única, com desconto de 10%, ou aderir ao parcelamento em até seis vezes oferecido pela Secretaria de Economia do DF.
A primeira etapa contempla contribuintes com inscrições imobiliárias terminadas em 1 e 2. O cronograma segue ao longo da semana até sexta-feira (15), data de vencimento dos boletos dos imóveis com finais 9, 0 e X. O mesmo calendário também será aplicado à Taxa de Limpeza Pública (TLP), cobrada juntamente com o tributo.
A expectativa do GDF é arrecadar cerca de R$ 1,4 bilhão neste exercício. Segundo a Secretaria de Economia, não houve reajuste nas alíquotas do IPTU para 2026. A cobrança permanece em 3% para terrenos vazios e imóveis em construção ou demolição. Para imóveis comerciais edificados, a taxa continua em 1%, enquanto imóveis exclusivamente residenciais seguem tributados em 0,3%.
A pasta esclarece que eventuais diferenças nos valores cobrados em relação ao ano passado podem ocorrer em razão da valorização ou desvalorização dos imóveis.
Os pagamentos deverão ser realizados por meio do Documento de Arrecadação (DAR), emitido pela Receita do Distrito Federal. Embora os carnês já tenham sido enviados aos contribuintes, também é possível acessar o boleto pela internet utilizando o número da inscrição imobiliária.
A Secretaria de Economia alerta que pagamentos efetuados após o vencimento estarão sujeitos à cobrança de juros e demais acréscimos previstos na legislação. O órgão reforça ainda que a ausência do carnê não isenta o contribuinte da obrigação de realizar o pagamento dentro do prazo estabelecido.
Além do atendimento digital, os contribuintes poderão emitir os documentos presencialmente em unidades do Na Hora, postos do BRB Conveniência e agências da Receita do DF.
Tributo financia serviços públicos
Cobrado anualmente, o IPTU incide sobre imóveis localizados em áreas urbanas, como residências, apartamentos, estabelecimentos comerciais e terrenos. No Distrito Federal, os recursos arrecadados são destinados ao financiamento de serviços públicos e investimentos em áreas como saúde, educação e infraestrutura urbana.