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Distrito Federal

Jornalista Toni Duarte denuncia “jogo sujo” político para desestabilizar o Banco Regional de Brasília(BRB)

Amarildo Mota

Públicado

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Foto/Arquivo do Blog

 

Em análise publicada no portal Radar DF, o jornalista Toni Duarte trouxe à tona uma denúncia grave: estaria em curso uma articulação política, com aval do presidente Lula e do PT, para desestabilizar e possivelmente “liquidar” o Banco de Brasília (BRB). A matéria, intitulada “O jogo sujo de Mauro Campbell e do PT para acabar com o BRB”, aponta o dedo a uma suposta orquestração que colocaria em risco um patrimônio do Distrito Federal.

Segundo a análise de Tony Duarte, a crise financeira do banco, agravada por operações com o extinto Banco Master, está sendo usada como pano de fundo para uma manobra de cunho político. “Após o Banco de Brasília (BRB) enfrentar consequências de operações ruins com o extinto Banco Master, surge uma articulação preocupante que vai muito além de questões técnicas ou regulatórias”, escreve o jornalista.

No centro das acusações está o ministro Mauro Campbell Marques, corregedor nacional de Justiça do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), indicado pelo presidente Lula. Duarte questiona a atuação do corregedor, que determinou que tribunais de vários estados prestem “esclarecimentos urgentes” sobre depósitos judiciais e folhas de pagamento mantidos no BRB,  recursos essenciais para a liquidez do banco.

“Por acaso o CNJ, órgão de controle interno do Poder Judiciário, virou regulador do mercado financeiro? O Banco Central existe exatamente para fiscalizar instituições como o BRB”, provoca Duarte em seu texto. Ele levanta a suspeita de que Campbell estaria fazendo um “serviço sujo” para pressionar a instituição, indagando: “Ou será que o corregedor, nomeado por Lula e com forte ligação ao PT, age na expectativa de um ‘favor’ futuro?”.

A matéria do Radar DF não poupa críticas ao Partido dos Trabalhadores. Duarte afirma que “o PT do Distrito Federal, em sintonia com o presidente Lula, vem orquestrando movimentos que podem levar à total quebradeira de uma instituição”. Ele argumenta que o partido “nunca engoliu o BRB como banco forte do DF” e que Lula “vê na crise uma oportunidade de enfraquecer um reduto que não lhe pertence”.

O jornalista também critica a postura de parlamentares do DF, que, em sua visão, “parecem ajudar a cavar a cova do BRB ao alimentar narrativas de federalização ou até liquidação”. Para Duarte, “essa movimentação cheira a ajuste de contas político”.

Duarte ressalta que o BRB não está inerte, tendo apresentado um plano de recuperação ao Banco Central. No entanto, adverte que “em vez de apoio, recebe pressão externa que pode acelerar sua sangria”.

O texto conclui com um alerta contundente: “O BRB não pode ser sacrificado no altar de ambições políticas”. E finaliza, ecoando a defesa da autonomia distrital: “O BRB não é de partido nenhum, é do povo do Distrito Federal. Defender sua sobrevivência é defender a economia real e a independência federativa”.

A análise de Toni Duarte coloca um foco intenso sobre as tensões entre o governo federal e o Distrito Federal, sugerindo que a crise financeira do banco pode estar sendo instrumentalizada em uma guerra política de maiores proporções.

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