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Distrito Federal

Arruda corre contra o relógio jurídico para manter de pé sua candidatura ao Buriti

Amarildo Mota

Públicado

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Imagem: Reprodução/Internet

 

 

O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) fincou os pés na corrida pelo Palácio do Buriti,  com a confirmação de sua candidatura , ontem (01/08), em uma convenção realizada pelo PSD, partido ao qual pertence e o Avante, mas o caminho até as urnas depende de uma batalha jurídica complexa.

Atrás apenas da atual governadora Celina Leão, Arruda carrega o peso de seis condenações em segunda instância. Enquanto a defesa corre contra o relógio para limpar seu nome, o eleitorado do Distrito Federal se divide entre o recall político e uma rejeição expressiva.

A defesa aposta em brechas, o MP cobra a conta
A pré-candidatura de Arruda esbarra em um histórico pesado de problemas na Justiça. Em junho de 2026, o Tribunal de Justiça do DF manteve mais uma condenação por improbidade administrativa ligada à antiga Operação Caixa de Pandora. O político ainda acumula ordens de ressarcimento milionárias ao erário.

Para tentar viabilizar o registro, a equipe jurídica do ex-governador se apoia nas novas regras da Lei de Improbidade e no cálculo minucioso dos prazos da Lei da Ficha Limpa. A tese é de que a punição de suspensão dos direitos políticos expira antes do pleito.

O Ministério Público e a Procuradoria-Geral da República (PGR), no entanto, barram o otimismo da defesa e defendem o veto a candidatos com múltiplas condenações.

O martelo só será batido pela Justiça Eleitoral no momento do registro oficial da candidatura.

Nas ruas de Brasília, Arruda demonstra estagnação eleitoral após anos longe do cargo. Pesquisa divulgada pelo instituto Paraná Pesquisas em julho de 2026 mostra o ex-governador consolidado na segunda posição, com 28,1% das intenções de voto. Celina Leão lidera com 34,6%.

O grande obstáculo do pré-candidato do PSD é o teto do seu crescimento. Ele lidera o índice de rejeição na capital federal: 27,9% dos entrevistados afirmam que não votariam nele sob hipótese alguma.

Ciente de que precisa diluir a resistência ao seu nome e construir uma base sólida, Arruda atua intensamente na costura de alianças, no entanto, até não conseguiu sequer um nome que demonstre interesse em ser seu vice. O foco está em partidos de centro e centro-direita. Ele tem mantido conversas e desenhado acordos locais com nomes conhecidos da política brasiliense, como os empresários e ex-parlamentares Paulo Octávio e Gim Argello, tentando unificar forças tradicionais do DF para a disputa. Vamos aguardar.

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