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Distrito Federal

MDB-DF supera racha interno e chapa com Celina Leão ganha as ruas.

Amarildo Mota

Públicado

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Foto: Josiel Ferreira

O relógio marcava pouco mais de dez horas da manhã deste sábado, 1º de agosto, quando o pavilhão do Clube da Ascade, às margens do Lago Paranoá, transformou-se no termômetro definitivo da transformação do quadro político do Distrito Federal.

O  MDB-DF carimbou o que vinha sendo costurado nos bastidores: o apoio oficial à reeleição da governadora Celina Leão (PP).

Até a última quinta-feira, o partido vivia um racha explícito. De um lado, o deputado federal Rafael Prudente ensaiava um voo solo ao Senado ou ao próprio governo, verbalizando a insatisfação de uma ala que se sentia preterida no espaço do atual Executivo.

Do outro, o presidente da legenda no DF, Wellington Luiz, buscava uma saída honrosa que não implodisse a base governista. A paz foi selada após uma intervenção direta do comando nacional da sigla. O preço do acordo ficou nítido na configuração das chapas apresentadas hoje: Rafael Prudente recuou das pretensões majoritárias e disputará, ao menos neste momento, a reeleição para a Câmara dos Deputados.

O recuo abriu caminho para a entrada triunfal de Celina Leão no recinto. Quando a governadora subiu ao palco, o tom protocolar deu lugar a um discurso focado na continuidade. Celina fez questão de saudar o legado de Ibaneis Rocha, lembrando que o projeto atual é uma construção conjunta iniciada em 2018. “MDB pegou Brasília abandonada” e continuou “o MDB continuará forte no Distrito Federal”.  Falou que o MDB, “ocupa 5 cadeiras na câmara distrital e que a chance é de crescer mais, podendo chegar a 6″, foi enfática ” que não poderia deixar de reconhecer o trabalho de Ibaneis no DF, precisava fazer esse gesto”.

 

Ao lado de Wellington Luiz, a chefe do Executivo local buscou amarrar o coração do partido, garantindo que o MDB continuará tendo protagonismo e voz ativa caso a chapa saia vitoriosa em outubro. Sem o peso de carregar uma candidatura própria ao Palácio do Buriti ou ao Senado, o MDB-DF joga agora todas as suas fichas na base.

A convenção homologou 25 nomes para a disputa de deputado distrital e 9 para a Câmara Federal. A estratégia é clara: usar o legado político dos últimos oito anos de governo para inflar as bancadas e manter a hegemonia dentro da Câmara Legislativa.

As urnas dirão se o aperto de mãos de hoje resistirá às pressões da campanha que bate à porta, mas o MDB sai da Ascade com uma certeza: escolheu o lado do poder e vai para o jogo com a máquina na mão.

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