A Associação Brasileira de Portais de Notícias (ABBP) subiu o tom nesta semana(07/05), ao emitir uma nota de repúdio contra o que classifica como uma “campanha sistemática de difamação e ataques coordenados”. O alvo da denúncia é o portal Vero Notícias, que, segundo a entidade, estaria sendo utilizado como ferramenta política por figuras com histórico de condenações na Justiça do Distrito Federal: o ex-governador José Roberto Arruda e o ex-senador Gim Argello. De acordo com a ABBP, os ataques não são isolados, mas sim uma estratégia orquestrada para intimidar jornalistas e veículos independentes que acompanham de perto os desdobramentos de processos judiciais e o uso de verbas públicas na capital.
A denúncia levanta suspeitas graves sobre o financiamento e a operação do Vero Notícias. Para a associação, o portal atua sob uma fachada de veículo de comunicação para encobrir ataques pessoais e disseminar informações distorcidas, funcionando como um braço de um projeto de poder que ignora restrições legais. O comunicado sugere que o portal serviria para desestabilizar profissionais que expõem os bastidores da política local e nacional, operando à margem da ética jornalística.
O ponto central da indignação da ABBP reside na identidade dos supostos articuladores por trás desses ataques. José Roberto Arruda e Gim Argello são nomes conhecidos da população brasiliense por envolvimento em escândalos que marcaram a história política do país, como a Operação Caixa de Pandora e desdobramentos da Operação Lava Jato. Ambos possuem condenações por crimes como corrupção e improbidade administrativa, o que, para a ABBP, retira a legitimidade ética de suas investidas contra a imprensa.
A entidade reforça que é fundamental que o eleitorado do DF mantenha a memória ativa sobre esses episódios para evitar o retorno de práticas lesivas ao erário. Por fim, a associação informou que já está acionando seus departamentos jurídicos para que os responsáveis pelos ataques e as fontes de financiamento do portal sejam investigados formalmente. A ABBP reitera que a liberdade de imprensa e o direito à informação não podem ser reféns de quem utiliza a desinformação como método de sobrevivência política.
Até o momento, os citados não se manifestaram oficialmente sobre as acusações apresentadas pela entidade.