Em entrevista ao programa Vozes da Comunidade nesta sexta-feira (07/08), o presidente do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Guto Gomes, detalhou que a criação de 86 unidades de conservação no DF funciona como um escudo contra o clima extremo.
A meta visa atender a uma determinação direta do GDF para manter a segurança hídrica da capital. Em uma frase de impacto, ele falou da importância do meio ambiente para a vida: “meio ambiente preservado é vida preservada”. A conversa ocorreu dentro do quadro Sabatinão do Povo, formato em que o gestor responde ao vivo às perguntas enviadas por repórteres de diferentes regiões administrativas e do entorno.
O programa é transmitido originalmente pelo YouTube, o conteúdo alcança a periferia do DF por meio de uma rede de rádios comunitárias em localidades como Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Planaltina e Águas Claras, contando ainda com o suporte da Associação Brasileira de Portais de Notícias (ABBP).
O recente e mais expressivo esforço do Ibram na preservação se concentra na proteção do Parque Distrital da Serrinha, em Sobradinho. A área é vizinha ao Refúgio de Vida Silvestre e protege o entorno de Águas Emendadas, onde se dá um fenômeno geográfico raro que alimenta duas grandes bacias hidrográficas do país. Neste local, para promover a sustentabilidade da área, o Ibram já plantou 22 mil árvores nativas do cerrado. A iniciativa busca assegurar a sobrevivência de cerca de 60% das nascentes da região para, assim, evitar o desabastecimento futuro.
Para combater os incêndios na seca, o órgão investiu em vigilância digital e pessoal.
O sistema de monitoramento usa torres com sensores térmicos no norte do DF para flagrar focos de fogo imediatamente, enquanto 150 brigadistas atuam em parceria com os bombeiros. Além disso, o primeiro hospital público do país dedicado exclusivamente a animais silvestres receberá R$ 700 mil de compensação ambiental para expandir o atendimento a bichos atropelados ou resgatados.
No total, o planejamento financeiro soma R$ 22 milhões, divididos entre cercamento de parques, novos editais de plantio e compra de equipamentos. Guto Gomes defende que o gasto com preservação é, na verdade, um retorno em qualidade de vida.
O gestor afirmou que o sucesso das medidas depende do diálogo direto com moradores de condomínios em regularização e áreas rurais vizinhas aos parques.