Visando a excelência na educação do Distrito Federal, a Governadora Celina Leão trocou o comando da pasta trazendo Thiago Peixoto para substituir Iédes Braga.
Trocar secretário de Educação em ano eleitoral é aquele tipo de movimento que nenhum marqueteiro recomenda. É assinar um recibo público de que as coisas não iam bem, e os últimos índices da rede pública do DF, de fato, acenderam o alerta no Buriti. Mas, Celina Leão resolveu chamar essa responsabilidade para si e sair do comodismo trazendo Thiago Peixoto, um nome de fora, ex-secretário em Florianópolis e Goiás, para tentar resolver algumas dificuldades da gestão anterior.
O currículo de Thiago Peixoto é forte (Harvard, PUC, passagens pela Câmara Federal discutindo Fundeb), mas Brasília tem suas próprias regras e o tamanho da nossa máquina costuma criar algumas dificuldades bem estruturadas. Peixoto tem o bônus de já ter entregado resultado no Ideb goiano, só que aqui ele terá um desafio maior. Ele vai lidar com uma estrutura gigantesca, pressão de sindicato e o relógio correndo contra o calendário das urnas.
Celina chamou a responsabilidade para si ao bancar essa mudança agora, como tem-se visto desde que assumiu o governo do DF. No fim das contas, pro pai de aluno que espera o ônibus escolar de manhã cedo, o diploma do novo secretário em Harvard não muda nada. O que importa é o quadro-negro, o professor em sala e a escola funcionando.
Dentre outras manifestações, Celina Leão agradeceu a Iédes, no Instagram, “pela dedicação e compromisso.”