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Distrito Federal

Nem o mais pessimista esperava uma estreia tão arrastada do Brasil na Copa.

Amarildo Mota

Públicado

em

Arte digital gerada por IA

 

O empate contra o Marrocos chateou pelo resultado, claro, mas o que realmente tirou o torcedor do sério foi a total falta de criatividade em campo. O placar foi só o reflexo de um futebol engessado. Os caras fecharam a casinha com uma barreira no meio da área e amarraram o jogo. Diante disso, o Brasil ficou naquele toque de bola de um lado para o outro, burocrático e sem agredir ninguém.

Faltou perna, faltou tática e faltou aquela jogada individual para furar o bloqueio defensivo deles. A bola circulava tão devagar que dava tempo da zaga marroquina se recompor duas vezes. Se dá para salvar alguma coisa, foi a postura do time logo após perder a bola. Pelo menos a recomposição funcionou e evitou que a bagunça lá na frente virasse um desastre completo nos contra-ataques.

Copa do Mundo não se ganha na estreia, e a história está cheia de campeões que começaram capengando e se arrumaram ao longo do caminho. Mas o sinal de alerta já está piscando na comissão técnica.

Falta encaixe. O quarteto de ataque parece isolado e o meio-campo precisa de muito mais intensidade. Nome por nome, o Brasil tem time, mas o coletivo ainda não deu as caras. A torcida está certa em cobrar. Em um torneio tiro curto onde qualquer vacilo te manda de volta para casa, a Seleção precisa acordar ontem. O primeiro passo foi em falso, mas Copa é dinâmica, quem não evolui na hora decisiva, fica para trás. Mas, vamos acreditar!

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