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Distrito Federal

Na bancada da CNN, Celina Leão projeta disputa polarizada pelo Senado e defende independência política

Amarildo Mota

Públicado

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Foto: Reprodução/CNN Brasil.

 

“Não sou obrigada a assumir o erro de ninguém”, disparou a governadora e candidata à reeleição Celina Leão (PP) durante sua participação na sabatina da CNN Brasil.

A frase forte marcou o tom da entrevista e desenhou a estratégia da atual chefe do Executivo do DF para as eleições de 2026 que é equilibrar o reconhecimento de entregas passadas com um distanciamento de escândalos políticos. O grande desafio de Celina na bancada foi responder sobre sua relação com o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB), de quem foi vice.

Se por um lado ela fez questão de elogiar obras herdadas na infraestrutura e urbanização, citando a transformação do Sol Nascente e melhorias em delegacias, por outro lado, a governadora blindou sua gestão ao ser questionada sobre a crise financeira que atinge o Banco de Brasília (BRB) após as investigações envolvendo o Banco Master.

“O governador Ibaneis está muito afastado, não está participando diretamente da eleição”, comentou Celina, enfatizando que mantém uma relação de respeito institucional, mas nenhuma cumplicidade com erros. Sobre o BRB, a candidata adotou uma postura de cobrança por punição, afirmando que qualquer pessoa que ame Brasília quer ver o caso apurado e os culpados penalizados.

Outro ponto alto da sabatina tocou na ferida da segurança pública da capital federal. Ao ser confrontada sobre o risco de novas crises institucionais na Esplanada, Celina foi categórica: “Isso não irá se repetir aqui no Distrito Federal”.

Para sustentar a promessa, a governadora apresentou dados de investimentos em inteligência. O DF conta hoje com o programa 360°, monitorando mais de 14 mil câmeras com inteligência artificial.

A Polícia Civil tem atuado em monitoramentos preventivos para barrar atos antidemocráticos antes mesmo de sua execução, Celina também analisou o desenho eleitoral para as duas vagas do Distrito Federal no Senado Federal. A governadora falou que a disputa reflete a forte polarização nacional e local, desenhando-se como um embate direto e simétrico: “duas candidatas de direita e duas candidatas de esquerda” competindo pelas duas cadeiras ao Senado.

Os próximos entrevistados desta semana serão: José Roberto Arruda hoje (18/08), Leandro Grass (quarta) e Ricardo Cappelli (quinta).

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