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Distrito Federal

Em entrevista ao Vozes da Comunidade, presidente da Adasa diz que crise hídrica no governo Rollemberg foi “vergonhosa” e poderia ter sido evitada

Amarildo Mota

Públicado

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Foto: Reprodução

 

O presidente da Adasa participou hoje do programa Vozes da Comunidade e usou o espaço para fazer um balanço do abastecimento no DF. E sobrou crítica direta ao governo Rollemberg.

Na primeira parte da entrevista, ele lembrou a crise de 2017 e 2018. Disse com todas as letras: “nós não vamos mais viver aquela desgraça que nós vivemos no governo Rollemberg, que foi aquela crise hídrica”. Chamou o episódio de vergonhoso para o Distrito Federal e para o povo de Brasília.

Para ele, dava para ter evitado. Contou que o governo foi avisado de que haveria diminuição de água e de que algumas medidas precisavam ser adotadas. “Não foram adotadas em tempo”, afirmou. E completou: “aquilo podia ter sido evitado se o governo não tivesse como marca a preguiça. O Hollenberg era preguiçoso mesmo. Todo mundo sabe disso. Eu não tô aqui falando nenhuma novidade”.

Disse que quando a equipe atual entrou na Adasa, em 2019, pegou o momento pós-crise. Segundo ele, havia um quadro altamente competente que começou a trabalhar para minimizar o desgaste e passou a fazer um planejamento muito mais a longo prazo, exatamente para que esse tipo de situação não acontecesse nunca mais.

Na segunda parte, ele trouxe os números de hoje e falou da condição de Brasília como berço das águas.

Informou que o DF está com 85,3% e que, mesmo estando em setembro, Santa Maria está com 92,2%, o que a Adasa chama de estado hidrológico verde. Afirmou que o abastecimento de água no DF alcança 99% da população, destacando também o trabalho da Caesb.

Comparou com o ano passado. Disse que a situação não era preocupante, mas o volume dos reservatórios era menor: em torno de 8% a menos no Descoberto do que este ano e 21% a menos em Santa Maria. Para ele, isso traz tranquilidade, mas não pode fazer com que se deixe de se preocupar.

“Porque a água é um bem finito”, reforçou. Disse que o ano não se encerra de acordo com o calendário, em termos hidrológicos, e que o trabalho tem que continuar para que as pessoas economizem e usem a água de modo racional, permitindo a múltipla utilidade.

Fechou lembrando que a cidade é abençoada, fruto do sonho de Dom Bosco, e que Brasília é o berço das águas.

 

 

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