Uma cadeira de rodas pode representar muito mais do que um equipamento de locomoção. Para milhares de moradores do Distrito Federal, ela significa a possibilidade de estudar, trabalhar, realizar atividades do dia a dia e participar da vida em sociedade com mais independência. Para garantir esse acesso, o Governo do Distrito Federal mantém um programa que fornece gratuitamente dispositivos de mobilidade e reabilitação a usuários da rede pública de saúde.
A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), beneficia pessoas com deficiência e pacientes que enfrentam limitações temporárias ou permanentes de locomoção. O programa conta com investimento anual de R$ 8,75 milhões destinados à aquisição de cadeiras de rodas e outros equipamentos de assistência.
Os números demonstram a dimensão do serviço. Entre 2023 e 2025, mais de 6,2 mil cadeiras de rodas foram entregues à população. Em 2026, até o dia 27 de maio, outras 2.316 unidades já haviam sido distribuídas, ampliando o alcance da política pública em diferentes regiões do DF.
Segundo a coordenadora da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência da SES-DF, Camila Medeiros, os equipamentos desempenham papel fundamental na promoção da inclusão e da autonomia dos usuários. “Esses recursos possibilitam que as pessoas tenham mais independência para circular, acessar serviços, participar das atividades do cotidiano e exercer plenamente seus direitos. São instrumentos que contribuem diretamente para a qualidade de vida e para a inclusão social”, afirmou.
Entre aqueles que dependem do programa está o aposentado Manoel Marçones Feitosa, de 53 anos. Após sofrer uma lesão medular, ele passou a utilizar cadeira de rodas e encontrou no serviço público o suporte necessário para manter sua mobilidade. Atualmente, participa de um curso de montagem e manutenção desses equipamentos em Ceilândia.
Para ele, a assistência oferecida pelo governo tem impacto direto na vida das pessoas que convivem com deficiência física. “A cadeira de rodas é indispensável para quem precisa dela diariamente. Além da locomoção, ela proporciona autonomia e garante que possamos exercer atividades que muitas vezes seriam impossíveis sem esse suporte. É um equipamento caro, e nem todos conseguem adquiri-lo ou fazer sua manutenção por conta própria”, relatou.
O atendimento é realizado por meio do Núcleo Ambulatorial de Órteses e Próteses, localizado na estação de metrô da 114 Sul. Após apresentar encaminhamento médico e documentação básica, o paciente passa por avaliação especializada para definição do equipamento mais adequado às suas necessidades.
O benefício atende pessoas com sequelas de AVC, amputações, paralisias, doenças neurológicas e outras condições que comprometam a mobilidade. Idosos e crianças com limitações motoras também podem ser contemplados mediante avaliação clínica.
Além das cadeiras de rodas, o programa disponibiliza próteses, órteses, coletes ortopédicos, palmilhas, calçados especiais, bengalas, andadores e muletas. Somente nos últimos anos, milhares desses produtos foram entregues aos usuários da rede pública, fortalecendo a política de reabilitação desenvolvida pela Secretaria de Saúde.
Outro diferencial da iniciativa é o reaproveitamento de equipamentos devolvidos por usuários que não precisam mais deles. Após passarem por manutenção e recuperação, os dispositivos podem voltar a ser utilizados por outros pacientes, contribuindo para ampliar o atendimento e reduzir desperdícios.
A medida permite que mais pessoas tenham acesso aos equipamentos necessários para recuperar ou preservar sua mobilidade, reforçando o compromisso da rede pública com a inclusão e a promoção da qualidade de vida.