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Distrito Federal

Celina no limite do primeiro turno: o que dizem as três últimas pesquisas

Amarildo Mota

Públicado

em

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

 

Brasília não tem segundo turno garantido. Tem uma candidata na porta dele.

As três últimas pesquisas registradas no TSE desenham o mesmo cenário, com números diferentes mas com a mesma mensagem no rodapé: se a eleição fosse hoje, Celina Leão disputaria o primeiro turno até o último voto contado.

A mais recente, do Datafolha, ouvida entre 22 e 24 de setembro, coloca Celina com 42% no cenário sem José Roberto Arruda. Parece pouco para 50%? Não quando você tira da conta quem não vai votar em ninguém. O instituto registrou 11% de branco/nulo e 6% de não sabe. No cálculo de voto válido, que é o que vale para a lei, ela chega a 50,6%. Pela margem de erro de 3 pontos, é empate técnico com a vitória no primeiro turno.

Dois dias antes, a Quaest (19 a 22 de setembro) trouxe um número mais conservador: 34% no total. Só que a mesma pesquisa mostra 30% de indecisos + branco/nulo. Quando esses 30% são redistribuídos, Celina vai para 42% dos válidos. Ainda não fecha, mas encurta a distância para 8 pontos do corte.

E a terceira da sequência, Correio/Opinião (17 a 19 de setembro), é a que mais acende o alerta na oposição: 37,2% no total e 49% dos votos válidos. Um ponto. Faltava um ponto para 50%.

O que une as três?

1. Crescimento da aprovação segura o voto.* No mesmo Datafolha, a aprovação do governo Celina foi de 47% para 55% em duas semanas. Ótimo/bom de 24% para 33%. É o colchão que impede a queda.

2. O voto de Arruda não migrou.* Quando o TSE barrou Arruda na quinta, a expectativa era de que Grass disparasse. Não aconteceu. No Datafolha, Grass foi de 21% para 23%. A maior parte do eleitor de Arruda foi para branco/nulo ou ficou indeciso – exatamente o que faz o percentual de voto válido da Celina subir.

3. Tendência de subida nas vésperas.* Em agosto, Celina tinha 35% na Quaest. Em setembro, 40% no Datafolha e 41,5% no IGAPE. Ela não está caindo na reta final. Está oscilando para cima.

Ganhar no primeiro turno hoje não é favoritismo. É matemática e está no limite da margem. Se a abstenção de branco/nulo se mantiver em 11% e ela buscar mais 3% dos 6% de indecisos do Datafolha, fecha em 51% dos válidos no sábado.

Não é já ganhou. É pode ganhar. E pelas últimas três, pode mesmo.

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