A marca de um verdadeiro estadista não está nos discursos, mas na coragem de enfrentar as crises mais profundas. No Distrito Federal, a governadora Celina Leão tem dado uma aula prática dessa definição, com uma atuação firme e resoluta que transformou o caso BRB, uma herança financeira considerada uma bomba-relógio, no maior exemplo de sua capacidade de gestão.
Longe de gestos superficiais ou medidas de efeito, Celina Leão abordou a crise do banco com uma postura inabalável. Sua firmeza se manifestou desde o primeiro momento: não houve hesitação em encomendar um diagnóstico técnico, transparente e sem maquiagem, que expôs a real magnitude do problema. Essa honestidade inicial foi o alicerce de tudo o que veio depois.
A governadora demonstrou firmeza novamente ao resistir a pressões por soluções paliativas ou populares. Em vez disso, sustentou com convicção a necessidade de um plano de reestruturação meticuloso, focado na sustentabilidade de longo prazo, mesmo que isso significasse tomar decisões difíceis no curto prazo. Sua determinação em corrigir as causas raízes do problema, e não apenas seus sintomas, foi um divisor de águas.
Essa firmeza, no entanto, nunca significou arrogância ou isolamento. Pelo contrário, Celina Leão firmou posição ao abrir o processo para o diálogo, convocando especialistas, ouvindo servidores e discutindo abertamente com a oposição. Ela foi firme no objetivo de salvar o BRB e flexível e inteligente na busca pelos melhores meios para alcançá-lo.
O resultado é uma demonstração clara de liderança. A governadora não apenas está desarmando uma crise que parecia insolúvel, mas está reerguendo uma instituição vital para o DF. A firme atuação de Celina Leão no caso BRB prova que, quando competência técnica se une à coragem política e a uma determinação inegociável pelo interesse público, até os maiores desafios podem ser superados. É essa combinação rara que a define, de fato, uma estadista.
Agora há pouco, a Assembleia Geral Extraordinária do BRB aprovou um aporte de até R$ 8,86 bilhões, com a finalidade de cobrir o rombo bilionário relacionado a negócios com o Banco Master, reforçar os requisitos mínimos de capital do banco e fortalecer sua estrutura patrimonial.
O capital social pode subir dos atuais R$ 2,34 bilhões para até R$ 11,16 bilhões, caso a subscrição máxima seja realizada.
O aumento será feito por meio de subscrição privada, direcionada aos atuais acionistas, com preço de emissão de R$ 5,36 por ação.