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Distrito Federal

Brasília além do Plano: o desafio de fazer o Estado chegar onde o povo está

Amarildo Mota

Públicado

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Foto: Divulgação/Segov-DF

 

Brasília mudou de ritmo e quem passa pelas tesourinhas do Plano Piloto ou pelo comércio da Ceilândia percebe isso no dia a dia. O Distrito Federal rompeu a barreira dos 3 milhões de habitantes.

Atrás do número, vem o sufoco real: o ônibus que atrasa, a inflação que encarece o prato e um desafio indigesto para o Palácio do Buriti. Como fazer o Estado chegar na ponta, onde o cidadão comum vive? Com trabalho sério e dedicado.

A governadora Celina Leão responde a essa pressão atacando duas frentes: a descentralização de serviços e a sobrevivência do comércio local.

Nas cidades satélites, o coração econômico bate nas feiras permanentes. Espaços como os de Samambaia, Sobradinho, Gama e Ceilândia receberam um pacote recente de R$ 11 milhões para reformas e coberturas. Não é só uma questão de engenharia ou estética. Para o feirante, uma infiltração resolvida significa não perder a mercadoria na próxima chuva e conseguir competir com as grandes redes de supermercados. É a garantia de que o dinheiro continue circulando dentro da própria comunidade.

Na mesma linha, a governadora com  mutirões e gabinetes móveis, tenta furar a bolha da burocracia no Sol Nascente, na Estrutural e no Recanto das Emas, como exemplos. Levar vacina, dentista e emissão de RG para perto de casa poupa o morador de gastar o que não tem com transporte e de perder o dia inteiro cruzando a capital.

Mas a conta do crescimento populacional cobra seu preço mais alto na parcela mais vulnerável. O governo tem tentado ações de acolhimento para a população em situação de rua, apostando em cursos de capacitação e no auxílio-aluguel de R$ 600.

O DF hoje corre contra o relógio para dar conta do próprio tamanho. Enquanto as obras nas feiras e os mutirões trazem um respiro visível no cotidiano, o gargalo estrutural da saúde e da assistência social continua sendo o verdadeiro termômetro da aprovação popular.

Governar para 3 milhões de pessoas dá ótimos discursos, mas o teste real acontece no detalhe do dia a dia com o trabalho desenvolvido.

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