Em entrevista ao programa Vozes da Comunidade, apresentado pelo jornalista Tony Duarte, nesta sexta-feira(21/08), o candidato a Deputado Distrital Rodrigo Delmasso detalhou os projetos que transformam a realidade social do Distrito Federal.
Durante a conversa, o parlamentar explicou o funcionamento de programas voltados para a inserção de jovens no mercado de trabalho e relembrou os bastidores políticos da aprovação da primeira lei do país a garantir o financiamento público do canabidiol.
Ao ser questionado sobre a atuação da juventude na ponta dos serviços públicos, Delmasso destacou que o programa Jovem Candango vai muito além do assistencialismo, funcionando como um motor de oportunidades reais. Os participantes atuam diretamente no dia a dia das cidades, auxiliando no atendimento à população nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs); reforçam o suporte administrativo nas secretarias das escolas públicas; otimizam o acolhimento e a triagem nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e ajudam na gestão e atendimento dos Centros Olímpicos.
O objetivo central é qualificar o estudante para que, ao concluir o ensino médio, ele já possua experiência prática e esteja pronto para o mercado formal.
Em paralelo, o Jovem Digital foca nas profissões do futuro, capacitando os jovens em habilidades demandadas pela nova economia, como edição de vídeo e produção de conteúdo para redes sociais.
Delmasso citou o exemplo prático da região da Estrutural, onde ao final do curso, todos os alunos formalizaram suas próprias empresas como Microempreendedores Individuais (MEI) e saíram empregados, fechando contratos com o comércio local para gerenciar as redes sociais das lojas da comunidade.
“É incentivar o jovem a ter o próprio negócio e trabalhar com uma ferramenta que ele já usa, que é o celular. Além de se divertir, ele passa a fazer o seu dinheiro para ajudar a sustentar a casa”, pontuou o candidato.
O momento mais denso da entrevista tratou da origem e da dura tramitação da lei que inseriu o canabidiol na rede pública de saúde, uma iniciativa motivada por uma vivência pessoal dramática. Delmasso relatou que ele e sua esposa são pais de uma menina com epilepsia. A experiência familiar levou a esposa a assumir a Associação Viva, que reúne mães de pessoas que enfrentam a mesma condição.
Na época, o canabidiol despontava como o principal medicamento para a redução drástica das crises convulsivas, mas esbarrava no forte preconceito social e institucional. Diante disso, o deputado construiu o projeto de lei em parceria com médicos, visando o fornecimento gratuito não apenas do derivado da cannabis, mas de outros fármacos essenciais para pacientes com epilepsia no DF.
Aprovado na Câmara Legislativa (CLDF), o projeto enfrentou uma inesperada barreira no Executivo. O então governador Rodrigo Rollemberg vetou integralmente a proposta.
“O veto dele iria prejudicar milhares de famílias no Distrito Federal. O Rollemberg sequer teve a coragem de me ligar para avisar que vetaria a lei; eu soube pela imprensa”, desabafou Delmasso
Após uma articulação rápida com a deputada Celina Leão, que presidia a CLDF no período. Ao ser informada sobre o veto, Celina garantiu celeridade e colocou a matéria em pauta na sessão seguinte. O resultado foi histórico: pela primeira vez na trajetória política do Distrito Federal, um veto do governador foi derrubado por unanimidade pelos distritais.
Com a derrubada, Brasília consolidou-se como a primeira unidade federativa do Brasil a garantir, por vias legais e financiamento público, o acesso ao canabidiol para quem depende do medicamento para ter qualidade de vida.