Um levantamento da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib) revela que o Distrito Federal alcançou a primeira posição nacional em dois indicadores críticos da saúde pública: a proporção de leitos de terapia intensiva e a densidade de médicos intensivistas por habitante. O resultado é atribuído pela gestão local a um ciclo sustentado de investimentos e planejamento estratégico na rede pública de saúde.
Os dados mostram que o DF oferece 76,68 leitos de UTI para cada 100 mil habitantes, índice que supera em mais de 100% a média brasileira. Paralelamente, a unidade federativa registra a maior concentração de especialistas no país, com 14,06 intensivistas para o mesmo grupo populacional.
De acordo com a Secretaria de Saúde, esse desempenho é fruto de uma política de Estado implementada nos últimos anos, que priorizou a ampliação e modernização da rede própria. Sob a gestão do GDF, houve uma expansão de 83% nos leitos de UTI adulto e de 52% na terapia intensiva pediátrica ao longo do último quinquênio. A estratégia inclui ainda parcerias com a iniciativa privada para complementar a capacidade instalada.
A estrutura reforçada permitiu ao DF organizar um sistema de regulação de leitos considerado modelo, assegurando acesso por critério clínico, além de investir em equipamentos de alta tecnologia, como novos tomógrafos que agilizam diagnósticos em hospitais públicos.
Profissionais e usuários do Sistema Único de Saúde no DF ressaltam, além da infraestrutura, a humanização do atendimento e a atuação integrada de equipes multiprofissionais como fatores que têm garantido segurança e qualidade no cuidado a pacientes graves e suas famílias.
Os números e relatos consolidam o Distrito Federal como referência nacional em terapia intensiva, resultado apresentado pela administração local como evidência do retorno dos investimentos públicos em saúde estruturante e de alta complexidade.