Em entrevista ao Correio Braziliense nesta terça-feira (07/10), a governadora e candidata à reeleição Celina Leão manteve firmeza e serenidade ao comentar a crise do BRB e o cenário eleitoral. Ela disse que divulgações sobre o banco sem documento e sem materialidade causam instabilidade e configuram crime contra o mercado financeiro. Para Celina, veículo sério como o Correio não publica esse tipo de material, que acaba sendo jogado em grupos só para gerar medo no servidor.
Segundo a governadora, o cenário político está se acomodando e há perspectiva de vitória com apoio real do governo federal caso Flávio Bolsonaro seja eleito.
Ela avaliou que até aqui o governo do PT trabalhou contra o Brasil e fechou as portas para o Distrito Federal. Afirmou que nunca pede nada para si, mas que sempre buscou diálogo republicano em favor da cidade e que, diante do fechamento, foi atrás de mercados internacionais e de um empréstimo. Sobre o BRB, disse que tudo está judicializado, que existe discussão sobre títulos podres, que o banco não pode vender ativos abaixo do preço e que há possibilidade de reparação criminal por parte do grupo vendedor. Lembrou que há cerca de R$ 20 bilhões no exterior e que mantém fé na recuperação.
Celina afirmou que existe ação aberta no Supremo para cobrar o cumprimento de acordo referente ao aval e que tem apresentado documentos diariamente para comprovar o descumprimento. Disse que se o DF estivesse com nota melhor, nem precisaria do aval. Classificou como dura a postura do governo Lula com o DF desde o início do mandato e citou momentos difíceis como o 8 de janeiro. Criticou a ida do presidente a Ceilândia para atacar o governo local e o BRB com termos que não se usam para mulheres, transformando o ato em palanque para o candidato do PT no DF.
Na avaliação sobre a campanha nacional, a governadora disse que a estratégia prioriza os maiores colégios eleitorais como Minas Gerais, São Paulo e Bahia e que a orientação é para não desmobilizar nos estados sem segundo turno, mantendo os comitês em funcionamento. Para ela, Flávio Bolsonaro tem apresentado discurso equilibrado e está cercado de equipe competente. Na visão dela, um bom governo, com juros mais baixos e devolução da capacidade de compra, pode pacificar o país. Disse que optou por não cair em provocação e seguir mostrando o trabalho feito no DF.
Ela relatou que sofreu ataques misóginos durante a campanha, com faixas com mentiras espalhadas em paradas de ônibus e na rodoviária e montagens que não a representam, como uma imagem de decote com taça de champanhe na mão. Afirmou que não respondeu pelas redes sociais e que levou os casos à Justiça, com expectativa de que os autores se tornem inelegíveis no TSE. Ao final, agradeceu ao Correio Braziliense e aos eleitores que confiaram no projeto e pediu voto 11 no segundo turno para evitar o retrocesso, lembrando o que foi o governo do PT no Distrito Federal.
Entre os compromissos listou a continuidade das cirurgias eletivas, a construção de hospitais, o GDF nas ruas, o acolhimento da população em situação de rua, o apoio às mulheres e às mães atípicas com a Casa da Mãe Atípica no Parque da Cidade e o centro para crianças atípicas na QNL, além das requalificações urbanas como a do centro de Ceilândia.