A campanha da governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), denunciou à Polícia Federal a circulação de panfletos apócrifos com informações falsas no Cruzeiro.
O material usa fotos oficiais da propaganda da progressista, mas estampa o número 22 na urna. O número oficial de Celina é o 11.
A preocupação é direta: anulação de voto no segundo turno. O Partido Liberal (PL), que é aliado de Celina e dono do número 22, não lançou candidatura ao Buriti. Ou seja, quem digita 22 para governador, anula. No primeiro turno isso já aconteceu. Mais de 26 mil eleitores do DF digitaram 22 e invalidaram o voto por engano. Por isso a equipe jurídica da governadora informou que também vai acionar o TRE-DF.
Em declaração pública neste domingo (11), Celina classificou o episódio como criminoso e sugeriu envolvimento da oposição. Ela citou o sistema de segurança da capital para tentar identificar os autores.
“Eles esqueceram que eu coloquei 14 mil câmeras nessa cidade, nós vamos pegar esses criminosos”, afirmou.
Do outro lado, a campanha de Leandro Grass (PT), que disputa o segundo turno contra a governadora, negou qualquer envolvimento. Em nota oficial divulgada neste domingo, a coligação “DF do Povo” repudiou as acusações, disse que não tem responsabilidade sobre o impresso e que faz uma campanha limpa e dentro da legalidade.
O embate esquenta a reta final. De acordo com a última pesquisa divulgada para o DF, Celina lidera com 55% das intenções de voto, enquanto Grass aparece com 37%.