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O Brasil no Oscar 2026, uma noite de recordes e pioneirismos
Foto/Reprodução/Instagram
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood anunciou, nesta quinta-feira (22), as indicações para a 98ª edição do Oscar, e o cinema brasileiro brilha com uma presença histórica e emocionante. A grande sensação será o filme “O Agente Secreto” dirigido por Kleber Mendonça Filho, que igualou um feito lendário ao receber quatro indicações, repetindo o recorde nacional estabelecido por “Cidade de Deus” em 2004.
As indicações para o filme de Mendonça Filho são:
• Melhor Filme Internacional;
• Melhor Direção de Elenco;
• Melhor Ator, (para Wagner Moura);
• Melhor Filme, (categoria principal).
Esta última indicação, na principal categoria da cerimônia, coloca a produção brasileira no patamar mais elevado da competição, ao lado das maiores produções globais do ano, Wagner Moura escreve seu nome na História.
A indicação de Wagner Moura na categoria de “Melhor Ator” é um marco singular. O artista baiano se torna o primeiro ator brasileiro a conquistar uma vaga nesta disputa. Ele segue os passos de duas feras da dramaturgia nacional que pavimentaram o caminho na categoria feminina: Fernanda Montenegro, indicada por “Central do Brasil” (1999), e Fernanda Torres, que concorreu no ano passado por “Ainda Estou Aqui”.
Moura chega ao Oscar em um momento de grande reconhecimento internacional. No início deste mês, sua atuação em “O Agente Secreto” já havia sido coroada com o “Globo de Ouro” de melhor ator em Filme de Drama, um presságio do que estava por vir. Sua nomeação consolida não apenas um talento individual excepcional, mas representa um salto para todos os artistas brasileiros que almejam o reconhecimento máximo de sua arte. Além do “Agente Secreto”: Outros Brasileiros na Disputa.
O talento técnico brasileiro também recebeu destaque. O cineasta, Adolpho Veloso, foi indicado na cobiçada categoria de Melhor Fotografia por seu trabalho visualmente deslumbrante em“Sonhos de Trem”. Na mesma linha, o editor” Affonso Gonçalves” verá seu trabalho minucioso na montagem de “Hamnet — A Vida Antes de Hamlet” concorrer ao prêmio de “Melhor Montagem”.
Apesar das celebrações, houve expectativas não concretizadas. Os aclamados documentários nacionais “Apocalipse nos Trópicos” e “Yanuni” ficaram de fora da lista final de indicados.
A última edição do Oscar já havia sido memorável para o Brasil, com “Ainda Estou Aqui”conquistando a primeira estatueta dourada do país na história da premiação, na categoria de Melhor Filme Internacional. Agora, em 2026, a delegação brasileira chega com força ainda maior, lembrando o feito histórico de “Cidade de Deus”, que em 2004 quebrou barreiras com suas quatro indicações (Direção, Roteiro Adaptado, Montagem e Fotografia).
A 98ª Cerimônia do Oscar está marcada para o dia 15 de março e terá, pelo segundo ano consecutivo, o carismático comediante Conan O’Brien como mestre de cerimônias. A noite promete ser de grande expectativa e emoção, com os olhos do mundo voltados para ver se o cinema brasileiro, representado por seus brilhantes personagens , do diretor visionário ao ator pioneiro , conseguirá subir ao palco mais de uma vez para receber a cobiçada estatueta.
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