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BRASIL, UM DOS PAÍSES MAIS PERIGOSOS PARA ATIVISTAS AMBIENTAIS

Por:Amarildo Mota
BRASIL, UM DOS PAÍSES MAIS PERIGOSOS PARA ATIVISTAS AMBIENTAIS
O Brasil é o terceiro país do mundo mais perigoso para ativistas, defensores da terra e do meio ambiente. De acordo com o relatório anual da ONG Global Witness divulgado na noite do dia 28/07, 24 pessoas foram assassinadas em 2019, quatro a mais que em 2018.
Em primeiro lugar estão Filipinas, com 43 assassinatos, e Colômbia, com 64. A ONG registrou ao menos 212 assassinatos em todo o mundo, dois terços deles somente na América Latina —a região vem aparecendo como a mais mortífera desde 2012, quando os dados começaram a ser publicados. O Brasil ocupou a liderança entre os países mais letais para os ativistas ambientais até 2017, ano em que foram registrados 57 assassinatos. A queda dos números nos últimos anos coincide, segundo a ONG, com a diminuição do número de homicídios em todo o país.
Ainda assim, o Brasil é um dos países que mais preocupam a organização pois destaca que, em 2019, 90% dos homicídios de ativistas ambientais no país ocorreram na Amazônia. A região inteira assistiu sozinha a 33 mortes, 90% delas no território brasileiro. Entre os casos mais conhecidos está o de Paulo Paulinho Guajajara, assassinado a tiros em novembro do ano passado no Maranhão. Ele tinha 26 anos e era uma importante liderança dos indígenas Guajajara. Também era membro dos Guardiães da Floresta, grupo que protege territórios indígenas das gangues invasoras. Ao longo de 2020, outras quatro lideranças Guajajara foram assassinadas, destaca a Global Witness.
A ONG também destaca que o Brasil vem sendo a cara mais visível dos problemas relacionados ao meio ambiente e às mudanças climáticas, uma vez que a política do atual governo tem estimulado a mineração em escala industrial e o agronegócio na Amazônia vêm gerando graves consequências para a população indígena, assim como para o clima global.
A Global Witness também coloca o Presidente do Brasil, entre as lideranças internacionais que criminalizam as manifestações pacíficas dos defensores da terra e do meio ambiente. Também coloca o Brasil entre os países —como Colômbia, Filipinas e os Estados Unidos— que se aproveitaram da pandemia de coronavírus para “fortalecer medidas draconianas de controle dos cidadãos e reverter duras regulamentações ambientais”.
Fonte: El País
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